A dança que cura corpo e alma

 Em Diário da Ju

Poucas coisas me alegram tanto quanto ver meus alunos e colegas alcançando, por meio da dança, benefícios que impactam diretamente suas vidas como um todo. Por isso, hoje resolvi contar duas histórias que me emocionam, envolvendo médicos e pacientes. Todos sabem que uma das principais recomendações médicas para muitos pacientes – como é o caso dos diabéticos – é incluir exercícios físicos na rotina.

Não foi diferente para a minha querida aluna Emilly Mendes, hoje com 18 anos e que desde os 13 luta para controlar a diabetes Tipo 2. O que ela não esperava era alcançar resultados tão satisfatórios ao escolher a dança contemporânea como atividade física. Hoje, aliando essa atividade com os cuidados na alimentação, a Emily não precisa mais de medicamentos. E essa vitória todos nós, do grupo de dança contemporânea ao qual ela pertence, comemoramos juntos.

Mas, curiosamente, apesar de ter controlado a doença, Emily continua rodeada de médicos. Mas o motivo é bom – e é aqui que começo a segunda parte da história. Cerca de seis estudantes e profissionais de medicina também são meus alunos de dança contemporânea e todos buscam benefícios para o corpo e a mente. A médica Gisele Shimizu é uma delas. “Acredito que a dança contemporânea aceita a diversidade, sem exigir um padrão de corpo, roupa ou flexibilidade. Com a dança me sinto muito mais disposta para as atividades diárias, incluindo a vida profissional”, diz ela.

A biomédica Fernanda Godoy, também aluna do Studio, conta que venceu a depressão por meio da dança. “Os benefícios dessa atividade na minha vida pessoal são imensuráveis, pois simplesmente saí da depressão, não precisei mais dos remédios, tive mais ânimo, disposição e um novo olhar. Já na vida profissional, a dança me ajudou a confiar no meu próprio agir”, relata.

Todas essas histórias servem para mostrar como a dança contemporânea é uma modalidade inclusiva e que merece ser popularizada. As pessoas têm um pouco de medo, acham que é difícil, mas a modalidade é muito abrangente. Não exige um biotipo, ela é livre. Aqui no Studio temos alunos de todas as idades e em busca de diversos benefícios diferentes. Fico feliz em ver que aos poucos vamos desmitificando o que é o contemporâneo e espero que logo se torne uma dança mais popular.

Juliana Ribeiro, bailarina profissional, coreógrafa e diretora do Studio de Dança Juliana Ribeiro.

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