Médicos e pacientes encontram benefícios na dança contemporânea

 Em Studio Juliana Ribeiro

Na mesma escola onde médicos se reúnem para dançar, a atividade ajudou uma jovem de 18 anos a controlar a diabetes sem medicamento

 

Uma das principais recomendações médicas para pacientes diabéticos é incluir exercícios físicos na rotina. Não foi diferente para a estudante Emilly Mendes, hoje com 18 anos, mas que desde os 13 luta para controlar a diabetes Tipo 2. O que ela não esperava era alcançar resultados tão satisfatórios ao escolher a dança contemporânea como atividade física. Hoje, aliando essa atividade com os cuidados na alimentação, Emily não precisa mais de medicamentos.

A dança surgiu na vida dela como uma aposta divertida, que auxilia a baixar as taxas de glicemia e a manter o peso saudável, requisito imprescindível para quem é diabético. “Além da diabetes, eu também estava bem acima do peso, o que é muito prejudicial para quem sofre com a doença. A dança me fez perder peso e ainda contribuiu para a minha saúde emocional. Foi um presente em minha vida”, conta ela, que faz três aulas semanais e já integra a Companhia de Dança do Studio de Juliana Ribeiro, referência na modalidade em Curitiba.

A médica da família Mariana Oliveira alerta para o crescimento da diabetes do Tipo 2 entre os jovens, principalmente devido a má alimentação e sedentarismo. “A diabetes mellittus (Tipo 2) cresceu muito nas últimas décadas, principalmente entre os jovens. O modo de vida atual, com aumento do consumo de produtos industrializados, alimentação rica em carboidratos e diminuição da atividade física contribuem bastante.  A maior prevenção é o controle da alimentação associado à prática de atividade física, que reduzirá a camada de gordura que impede a ação da insulina, aumentando o metabolismo da glicose”, diz.

Curiosamente, apesar de ter controlado a doença, Emily continua rodeada de médicos. Mas o motivo é bom. Na mesma escola de dança, cerca de seis estudantes e profissionais dessa área também praticam dança contemporânea, em busca de benefícios para o corpo e a mente. A médica Gisele Shimizu é uma delas. “Acredito que a dança contemporânea aceita a diversidade, sem exigir um padrão de corpo, roupa ou flexibilidade. Com a dança me sinto muito mais disposta para as atividades diárias, incluindo a vida profissional”.

A biomédica Fernanda Sala, também aluna do Studio, conta que venceu a depressão por meio da dança. “Os benefícios dessa atividade na minha vida pessoal são imensuráveis, pois simplesmente saí da depressão, não precisei mais dos remédios, tive mais ânimo, disposição e um novo olhar. Já na vida profissional, a dança me ajudou a confiar no meu próprio agir”, relata.

Juliana Ribeiro, diretora do Studio, reforça que a dança contemporânea é uma modalidade inclusiva e que merece ser popularizada. “As pessoas têm um pouco de medo, acham que é difícil, mas a dança contemporânea é muito abrangente, não exige um biotipo, ela é livre. Aqui no Studio temos alunos de todas as idades e em busca de diversos benefícios diferentes. Fico feliz em ver que aos poucos vamos desmitificando o que é o contemporâneo e espero que logo se torne uma dança mais popular”, afirma.

 

 

“Juliana Ribeiro é bailarina profissional, coreógrafa e diretora do Studio de Dança Juliana Ribeiro”.

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