Transtorno alimentar não é coisa de bailarino

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O post dessa quarta-feira é sobre um assunto que me preocupa muito: os distúrbios alimentares entre bailarinos. Um assunto que de certa forma ainda é tabu e para alguns, uma ação normal e que faz parte do processo de emagrecimento. Acreditem, existem pessoas que pensam assim. É assustador e triste, pois a dança é uma arte democrática e o peso nem de longe deveria ser pré-requisito para a prática.

Os bailarinos são vistos como um grupo de risco para o desenvolvimento de transtornos alimentares em função da grande preocupação com o corpo e a forma física. A percepção da imagem distorcida é uma realidade para aqueles que se formaram em escolas ou com profissionais que pregam o culto a magreza e o emagrecimento a qualquer custo.

Um estudo muito legal realizado pela Revista Brasileira de Medicina no Esporte com 71 bailarinos de uma instituição representante da elite do balé clássico brasileiro apontou que 31% deles apresentaram comportamentos de risco para transtorno alimentar, sem distinção entre homens e mulheres. Você pode conferir este estudo completo clicando aqui

A minha orientação para bailarinos que sofrem com transtornos alimentares é procurar orientação de um profissional de saúde, somente alguém da área poderá traçar um plano para conter a doença e tratá-la. Não confie em dicas milagrosas, confie em um profissional que possa realmente ajudar.

Outro conselho que acho válido para todos é olhar com atenção aquele colega, amigo, familiar que sofre com algum transtorno alimentar. Nem sempre a pessoa está ciente da sua doença, uma conversa pode ajudar a entender o que acontece.

Obrigada por mais uma semana aqui no blog!

Juliana Ribeiro é coreógrafa, bailarina e diretora do Studio de Dança Juliana Ribeiro.

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